10/12/2015

36 coisas sobre a ansiedade

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Mensagens de texto sem resposta, convites recusados e chamadas não atendidas. Quando você sofre de ansiedade, estes aspectos geralmente comuns da amizade podem ser bem complicados. Mas isso não significa que estas pessoas não podem ter amigos, e muito menos que estes amigos não se importam com elas.
O The Mighty perguntou aos seus leitores que sofrem de ansiedade o que eles gostariam que seus amigos soubessem.
Vejamos o que eles têm a dizer:
  1. “O que pode parecer irracional para você, é bem real para mim.” — Paige Johnson
  2. “Eu nunca sei quando a ansiedade vai atacar. Quando isso acontecer, vou precisar da sua ajuda.” — Dani Hazlewood
  3. “Eu não estou evitando você. Em certos momentos, pode ser difícil falar ao telefone e fazer planos. Não é como se eu não quisesse desesperadamente conversar. É que nem sempre eu consigo."— Marie Abbott Belcher
  4. "Não desista de mim quando eu me isolar.” — Jen Jolly
  5. “Ajuda muito quando alguém que eu amo e confio me lembra de respirar fundo.” — Tania Lynne Sidiqi
  6. “Seja paciente comigo; a ansiedade nem sempre se manifesta com um ataque de pânico. Ataques de raiva, que parecem uma manifestação extrema de frustração também são comuns.” — Tabitha Rainey
  7. “Mesmo quando tudo está bem, eu fico esperando algo horrível acontecer.” — Lindsay Ballard
  8. “Quando estou muito silencioso, não é tristeza, tédio, cansaço ou qualquer outra coisa. Às vezes, acontece tanta coisa ao mesmo tempo na minha cabeça que não consigo perceber o que está à minha volta.”— Amanda Jade Briska
  9. “Infelizmente, não posso apertar um botão e desligar a ansiedade.” — Katie Keepman
  10. “Em alguns momentos, sinto ansiedade, mas não tenho ideia do motivo pelo qual estou ansiosa.” — Laura Hernandez
  11. “Tudo pode mudar em menos de 30 segundos. Posso ter ataques se houverem muitas pessoas à minha volta, se não houver uma saída conhecida para uma determinada situação, etc.” — Ashleigh Young
  12. “É sério — não é você, sou eu. A ansiedade generalizada é como estar se afogando o tempo todo. Algumas situações da vida intensificam esta sensação. Não leve para o lado pessoal quando eu tiver dificuldades em fazer planos.”— Cory Lee Tyler
  13. “Quando você me perguntar se está tudo bem e eu disser que sim, não pense que não confio em você. Na minha cabeça, você pode parar de me enxergar como uma pessoa gentil, divertida e tranquila se souber a verdade.” — Arianne Gaudet
  14. “Desculpe. Peço perdão por cada convite que recusei, por todas as vezes em que pareci irracional ou desagradável porque estava me sentindo oprimida e amedrontada. Peço desculpas pelas vezes que disse que faria algo, mas não fiz. Desculpe por minha ansiedade também afetar você.” — Melissa Kapuszcak
  15. “A ansiedade não tem um rosto. Não preciso estar tremendo ou ofegando para ter um ataque de ansiedade.” — Vicki Blank
  16. “Quando eu fico ansiosa demais para sair de casa, preciso que você me procure. Preciso saber que alguém se importa comigo e sente minha falta.”— Hayley Lyvers
  17. "Não me exclua. Minha ansiedade pode me impedir de fazer certas coisas, mas um simples convite pode mudar meu dia para melhor.”— Vikki Rose Donaghy
  18. “Por causa da ansiedade, eu analiso as coisas o tempo todo. Por mais que isso seja cansativo, não consigo desligar meu cérebro.” — Cailea Hiller
  19. "Ansiedade não é uma atitude.” — Clare Goodwin
  20. “Não precisa tentar me curar. Por favor, apenas me ame como eu sou.“— Carole Detweiler Oranzi
  21. "Quero pedir desculpas por todas as vezes que fugi de você. Por todas as vezes que precisei ir embora mais cedo e você não entendeu. Por todas as vezes que precisei lhe dizer não.”— Mary Kate Donahue
  22. “Na maioria das vezes, você não saberá que estou tendo um ataque de ansiedade se eu não disser.” — Kylie Wagner-Grobman
  23. "Se eu não me sentir confortável fazendo algo, não insista. Tentar me convencer só piora as coisas.” — Jennifer DiTaranto
  24. "Muitas vezes, a ansiedade me impede de socializar. Quando eu cancelo algo de última hora, nunca é devido à preguiça ou hostilidade. Saiba que se você precisar de mim, estarei ao seu lado da maneira que eu puder.” — Bridget Hamilton
  25. “Na maior parte do tempo, não sei direito o que acontece na minha cabeça. Eu entendo que posso ser complicada às vezes, mas suas tentativas de me compreender são muito importantes para mim.” — Avery Roe
  26. “Por favor, não me diga para superar isso ou que estou sendo boba.” — Carla Estevez
  27. “Quando eu cancelar planos com você sem explicar demais é porque tenho medo de admitir que estou sofrendo de ansiedade. Não tem nada a ver com você… é tudo culpa dos meus ataques de pânico.”— Dorie Cabasag-Smith
  28. “Por mais que eu costume recusar certos convites, continue me convidando assim mesmo. Alguns dias são melhores do que os outros, então minha resposta pode surpreender você. Seja paciente."— Kara Edkins
  29. “Não leve para o lado pessoal quando eu não quiser sair. Minha zona de conforto é a minha casa. É o único lugar onde me sinto segura.”— Elizabeth Vasquez
  30. “Quando eu disser que não consigo aguentar mais nada, não é força de expressão.”— Christine L Hauck
  31. “Quando não consigo fazer algo, ninguém fica mais desapontada do que eu. Por favor, tente entender isso."— Lindsey Hemphill
  32. “Em alguns momentos, eu só preciso ficar sozinha. Não é nada pessoal. Eu não sou louca. Não tenho problema algum. Só preciso sacudir a poeira e fazer algo divertido. Algumas vezes, preciso ficar sozinha para respirar fundo e me acalmar.” — Stacey Weber
  33. “Toda vez que conversamos, cada palavra da nossa conversa passa pela minha mente várias vezes. Se eu disser algo que talvez não devesse ter dito, mesmo que não seja nada do outro mundo, isso pode me deixar obcecada por anos.”— Chelsea Noelani Gober
  34. “Eu não me defino por minha ansiedade, então não pense em mim desta forma.” — Abi Wylie
  35. “Eu sei que posso parecer ridícula às vezes, mas por favor, me ame assim mesmo.” — Melissa Renee Wilkerson
  36. “Dê-me um pouco de espaço, mas não se esqueça de mim.” — Vickie Boyette
* Algumas respostas foram editadas e encurtadas para caberem neste artigo

19/11/2015

E por hoje....

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05/07/2015

Dica do dia

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  Tempero para carne, frango e peixe com saquinho! 

Muito prático e se não estourar nem faz sujeira no tabuleiro. Para evitar sujar muito eu sempre forro o tabuleiro com papel alumínio então, se o saquinho estourar não faz muita sujeira e fica mais fácil lavar o tabuleiro depois!! Tempero o frango (ou qualquer que seja a carne usada) em uma vasilha e deixo tomar gosto por 30 minutos mais ou menos só aí coloco no saquinho e levo ao forno!

Experimente que você vai gostar!


17/01/2015

Mensagem do Dia

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A maior prisão que podemos ter na vida é aquela quando a gente descobre que estamos sendo não aquilo que somos, mas o que o outro gostaria que fôssemos.

Geralmente quando a gente começa a viver muito em torno do que o outro gostaria que a gente fosse, é que a gente tá muito mais preocupado com o que o outro acha sobre nós, do que necessariamente nós sabemos sobre nós mesmos.

O que me seduz em Jesus é quando eu descubro que nEle havia uma capacidade imensa de olhar dentro dos olhos e fazer que aquele que era olhado reconhecer-se plenamente e olhar-se com sinceridade.

Durante muito tempo eu fiquei preocupado com o que os outros achavam ao meu respeito. Mas hoje, o que os outros acham de mim muito pouco me importa [a não ser que sejam pessoas que me amam], porque a minha salvação não depende do que os outros acham de mim, mas do que Deus sabe ao meu respeito.

(Padre Fábio de Melo)




15/01/2015

Casa fresquinha.....

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Deixe sua casa mais fresquinha para o verão!


Convenhamos: o verão é uma delícia, mas passar calor não. Nada pior do que chegar em casa e ter a sensação de que entrou em uma estufa. Ou então, suar em bicas tentando dormir.

 A regra geral é que, quanto mais apertado e escuro for o espaço, mais calor ele vai reter. Excesso de móveis e acessórios também contribui para a sensação de abafamento.


Entretanto, não é possível reformar o lar a cada troca de estação, certo?  Por isso Flávia Ferrari, a editora do Decoracasas, ensina aqui alguns truques para adaptar seus cômodos deixando-os mais arejados.

 Livre-se dos tecidos que esquentam

 A primeira coisa a fazer com a chegada do calor é guardar cobertores, lãs e almofadas peludas. “Mas tem que lavar bem, porque as manchas vão se proliferar se forem abafadas”, alerta Flávia. Considere também deixar os tapetes no armário ou usar aqueles mais molinhos, como os de tear.

 E o seu sofá é de couro ou de veludo? Cubra-o com capas ou mantas de tecidos leves. “Algodão e outras fibras naturais dão outra sensação”, diz a editora.

Coloque o ar para circular

 Deixe portas e janelas abertas! Durante os horários mais quentes à tarde, o ideal é cerrar apenas as cortinas e venezianas para barrar um pouco a entrada direta dos raios solares. Se você tiver com um dinheirinho sobrando, substitua os materiais pesados por voil.

 Já durante a noite, escancare tudo mesmo. O arzinho mais frio vai balancear a temperatura da casa. Neste caso, Flávia ainda dá uma dica para você entrar na última tendência em decoração e evitar aborrecimentos com os insetos: os mosquiteiros. “Eles são lindos e deixam o quarto com um ar romântico”, sugere.


Plantas refrescam o ambiente

 Cerque-se de vasos de plantas e flores. “Elas trazem uma energia bacana, dão uma purificada no ar e deixam o lar mais acolhedor”, enumera Flávia.

 Porém, é muito importante pesquisar bem o tipo ideal para cada área da casa. “Não adianta escolher uma planta só porque você adora se ela não for adequada ao seu espaço”, lembra a editora.

 Caladiuns e cactáceos são exemplos de espécies bem adaptáveis e fáceis de manter em casa.


Utilize as lâmpadas certas

 Aproveite o verão para economizar energia: luzes acesas – incluindo de luminárias e abajures – abafam o cômodo. Mas, como não é possível viver no escuro, troque as lâmpadas tradicionais por aquelas de LED ou fluorescentes, que esquentam menos.



Fonte: Portal Vital
Imagens: Google 

03/12/2014

O Presépio

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O Presépio

Rubem Alves



Menino, lá em Minas, havia uma coisa, uma única coisa que eu invejava nos católicos: no Natal eles armavam presépios e nós, protestantes, tínhamos árvores de Natal. Mas as árvores, por bonitas que fossem, não me comoviam como o presépio: uma cabaninha coberta de sapé, Maria, José, os pastores, ovelhas, vacas, burros, misturados com reis anjos e estrelas, numa mansa fraternidade, contemplando uma criancinha. A contemplação de uma criancinha amansa o universo. Os católicos mais humildes tinham alegria em fazer os seus presépios. As pobres salas de visita se transformavam num lugar sagrado. As casas ficavam abertas para quem quisesse se juntar aos reis, pastores e bichos. E nós, meninos, pés descalços - os sapatos só eram usados em ocasiões especiais - peregrinávamos de casa em casa, para ver a mesma cena repetida.


Nós, meninos, com inveja, tratávamos de fazer os nossos próprios presépios. Os preparativos começavam bem antes do Natal. Enchíamos latas vazias de goiabada com areia, e nelas semeávamos alpiste ou arroz. Logo os brotos verdes começavam a aparecer. O cenário do nascimento do Menino Jesus tinha de ser verdejante. Sobre os brotos verdes espalhávamos bichinhos de celulóide. Naquele tempo ainda não havia plástico. Tigres, leões, bois, vacas, macacos, elefantes, girafas. Sem saber estávamos representando o sonho do profeta que anunciava um dia em que os leões haveriam de comer capim junto com os bois e as crianças haveriam de brincar com as serpentes venenosas. A estrebaria, nós mesmos a fazíamos com bambús. E as figuras que faltavam nós as completávamos artesanalmente com bonequinhos de argila. Tinha também de haver um laguinho onde nadavam patos e cisnes. Não importava que os patos fossem maiores que os elefantes. No mundo mágico tudo é possível. Era uma cena naif, primitiva, indiferente às regras da perspectiva. Um presépio verdadeiro tem de ser infantil. E as figuras mais desproporcionais nessa cena tranqüila éramos nós mesmos. Porque, se construímos o presépio, era porque nós mesmos gostaríamos de estar dentro dele. Éramos adoradores do Menino, juntamente com os bichos, as estrelas, os reis e os pastores - não importando que estivéssemos de pés descalços e roupa suja.


Eu sempre me perguntei sobre as razões por que essa cena, em toda a sua irrealidade onírica, mexe tanto e tão fundo comigo. Não sinto alegria ao contemplar a cena. Sinto uma tranquila beleza triste. Gosto dela. É uma ausência aconchegante. O Drummond escreveu um poema chamado Ausência. Não sei a propósito de que - se era por causa de um amor perdido, de uma pessoa querida que estava longe - a saudade doía. E ele escreveu, para se explicar e consolar:


‘Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.’


É isso: a cena - presente diante dos meus olhos - faz acordar uma ausência na minha alma. Daí a minha tristeza mansa. O presépio me faz lembrar algo que tive e perdi. Essa ausência tem o nome de ‘saudade’. Eu não tenho saudade. É a saudade que me tem. Mora, dentro de mim, a ausência de um presépio. Saudade é sentimento de quem ama e perdeu o objeto do amor. Quem não amou e não perdeu o objeto do amor não sente saudade. Pode ficar alegrinho. As muitas celebrações alegres - não revelarão elas que os celebrantes não sofrem de saudade? Celebram, talvez, porque na sua alma não mora a ‘ausência de um presépio’. Mas o que eu quero, mesmo, é fazer como o Drummond: aconchegar minha saudade nos meus braços. Porque saudade é um estar em mim. Assim, por favor, não tentem me consolar.



Vou transcrever um texto de Octávio Paz. É um dos meus textos favoritos. Por isso quero pedir que você o leia bem devagar. Contemple as vacas do presépio que ruminam sem pressa. Leia bovinamente, como quem rumina...



‘Todos os dias atravessamos a mesma rua ou o mesmo jardim; todas as tardes nossos olhos batem no mesmo muro avermelhado feito de tijolos e tempo urbano. De repente, num dia qualquer, a rua dá para um outro mundo, o jardim acaba de nascer, o muro fatigado se cobre de signos. Nunca os tínhamos visto e agora ficamos espantados por eles serem assim: tanto e tão esmagadoramente reais. Não, isso que estamos vendo pela primeira vez, já havíamos visto antes. Em algum lugar, onde nunca estivemos, já estavam o muro, a rua, o jardim. E à surpresa segue-se a nostalgia. Parece que recordamos e quereríamos voltar para lá, para esse lugar onde as coisas são sempre assim, banhadas por uma luz antiquíssima e ao mesmo tempo acabada de nascer. Nós também somos de lá. Um sopro nos golpeia a fronte. Estamos encantados... Adivinhamos que somos de um outro mundo.’



Octávio Paz está descrevendo uma experiência mística: quando, de repente, as coisas banais do cotidiano se abrem como portas, e somos levados a um outro mundo. Pode ser um perfume indefinível, pode ser uma fotografia que já vimos vezes sem conta, pode ser uma música vinda de longe... De repente experimentamos ‘êxtase’ - estamos fora de nós mesmos, encantados - somos transportados para um mundo que nem sabemos direito o que seja. Já estivemos lá. Não mais estamos. E vem a nostalgia. Quereríamos voltar. A alma sempre deseja voltar. O mundo das novidades é o mundo do seu exílio.



O presépio faz isso comigo. Aconteceu de verdade? Foi desse jeito mesmo? As crianças sabem que isso é irrelevante. Elas ouvem a estória e são transportadas para ela. Pedem que a mesma estória seja repetida, do mesmo jeito. Não querem explicações. Não querem interpretações. A beleza da estória lhes basta. A beleza da estória é alimento para a sua alma. Os teólogos - que fiquem longe do presépio. Suas palavras atrapalham.



A cena do presépio exige a repetição. Há de ser as mesmas bolachas de mel, os mesmos bolos perfumados, as mesmas músicas... Comidas diferentes e músicas novas não têm nada a ver. São profanações. Não pertencem ao presépio. Houve um tempo em que eu tocava piano. Abandonei porque eu não tinha talento. Mas ainda me sobra uma técnica de principiante. Fui ao teclado e brinquei com os hinos antigos. Alguns deles soam como caixinhas de música, a serem cantados baixinho, como se para fazer uma criancinha dormir. ‘Pequena vila de Belém/ repousa em teu dormir/ enquanto os astros lá no céu estão a refulgir...’ A maravilhosa melodia tradicional Greensleeves, que aparece na letra ‘Quem é o infante que no regaço da mãe, tranquilo dormita?’ Depois, o mais querido: ‘Noite de paz, noite de amor! Tudo dorme em derredor...’ E a berceuse. ‘Sem lar e sem berço, deitado em capim...’ E há os hinos triunfantes que exigem os sons triunfantes do órgão que enchem o universo: Adeste Fideles, ‘Surgem anjos proclamando...’



A cena do paraíso é também uma cena maravilhosa e inspirou muitos artistas plásticos. Mas ela não me comove como a cena do presépio. Talvez porque no Paraíso não houvesse crianças. Não existe nada mais comovente que uma criança adormecida. Quem contempla uma criança adormecida tem de ficar bom, tem de ficar manso. Uma criança adormecida não pede festas: pede silêncio e tranqüilidade.






O presépio nos faz querer ‘voltar para lá, para esse lugar onde as coisas são sempre assim, banhadas por uma luz antiquíssima e ao mesmo tempo acabada de nascer. Nós também somos de lá. Estamos encantados. Adivinhamos que somos de um outro mundo.’ Dentro de nós existe um presépio. Na mangedoura, dorme uma criança. O nome dessa criança é o nosso nome. Dorme em nós o Menino-Deus.


(Correio Popular, Caderno C, 24/12/2000.)












25/11/2014

Poema de Natal

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Poema de Natal


Para isso fomos feitos: 
Para lembrar e ser lembrados 
Para chorar e fazer chorar 
Para enterrar os nossos mortos — 
Por isso temos braços longos para os adeuses


Mãos para colher o que foi dado 
Dedos para cavar a terra. 
Assim será nossa vida: 
Uma tarde sempre a esquecer


Uma estrela a se apagar na treva 
Um caminho entre dois túmulos — 
Por isso precisamos velar 
Falar baixo, pisar leve, ver


A noite dormir em silêncio. 
Não há muito o que dizer: 
Uma canção sobre um berço 
Um verso, talvez de amor


Uma prece por quem se vai — 
Mas que essa hora não esqueça 
E por ela os nossos corações 
Se deixem, graves e simples.


Pois para isso fomos feitos: 
Para a esperança no milagre 
Para a participação da poesia 
Para ver a face da morte —


De repente nunca mais esperaremos...


Hoje a noite é jovem; da morte, apenas 
Nascemos, imensamente.


(Vinícius de Moraes)


(in:"Antologia Poética", Editora do Autor - Rio de Janeiro, 1960, pág. 147.)


15/09/2014

Inspirações...

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Cristaleiras.... 












Imagens: Google

10/08/2014

Preocupação com a saúde tem limite

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Preocupação com a saúde tem limite


Quem conhece de cor muitos nomes e efeitos de remédios, sabe os sintomas de várias doenças, tem um arsenal de medicamentos em casa e sempre acha que está sofrendo de algum mal grave pode sofrer de hipocondria, a preocupação exagerada com a saúde.

 “Este distúrbio está intimamente ligado ao medo da morte. Por isso, a pessoa vai muitas vezes ao médico, quer fazer exames sem necessidade e não aceita quando o doutor diz que não está doente, entre outras coisas”, diz Paulo Olzon, clínico geral da Unifesp.

 Segundo Ana Merzel Kernkraut, coordenadora do Serviço de Psicologia do Hospital Israelita Albert Einstein, há também uma relação com a ansiedade. “O foco primário é a ideia de estar doente e as atividades cotidianas ficam em segundo plano, prejudicando a vida pessoal, social e profissional”, explica.

 Além disso, existe o risco de automedicação, uma vez que o hipocondríaco tem o costume de interpretar erroneamente o funcionamento do organismo, achando que está com sintomas.

 Algumas pessoas tomam pílulas por conta própria, enquanto outras deixam de tomá-las por acreditar que seu quadro vai piorar e não acreditar na avaliação dos especialistas. "Eles desconfiam do médico e preferem se informar pela internet", afirma Paulo.

 Ao contrário de outros males, a hipocondria ainda não tem origem reconhecida. As principais teorias são de que seria uma válvula de escape para problemas pessoais, uma consequência da menor tolerância ao desconforto físico ou fruto de sentimentos reprimidos, como raiva, culpa e baixa autoestima.

 O círculo familiar também influencia. Lares em que há obsessão por dietas e treinamentos e mães superprotetoras são exemplos. “A mãe que volta a sua atenção exageradamente para a saúde leva a criança a pensar que conseguirá mais atenção ficando doente”, explica Ana.


Tratamento

Como não existe uma causa única, tampouco há uma medicação específica à venda nas farmácias. “O caminho passa pela psicoterapia, porém o paciente pode desenvolver depressão ou ansiedade e precisar de tratamento clinico com antidepressivos”, diz a psiquiatra Dinah Akerman.

 Paulo Ozon diz que, nesses casos, o mais importante é a relação do médico com o paciente. “O profissional precisa passar confiança, pois conhece o histórico clínico. Além disso, precisa saber ouvir e tentar entender aspectos pessoais. Por isso, o tratamento leva tempo”, conclui.


Faça um teste

Se você está curiosa para saber se tem hipocondria, o Grupo Plena Saúde, criado pelo clínico geral e gastroenterologista José Luiz Ranieri, elaborou um teste. Mas não se esqueça: somente um médico pode fazer uma avaliação correta.


1. Quando você sente alguma dor, você:

 a. Ignora. Logo vai passar. (x)
 b. Se a dor piorar, marca uma consulta médica.
 c. Toma aquele remédio de sempre ou já liga pro médico para marcar uma consulta urgente.


2. Você faz check-ups com que frequência?

 a. Nunca.
 b. Uma vez ao ano. (x)
 c. Mais de uma vez ao ano.


3. Se desconfia que está doente, mas o médico garante que sua saúde está intacta, você:

 a. Acredita nele, volta pra casa e nem encana muito com que ele receitou. (x)
 b. Vai em outro médico a fim de tirar a dúvida.
 c. Procura uma segunda, terceira e até quarta opinião só para ter certeza e toma o remédio que já conhece.


4. Com que frequência você procura sintomas na internet?

 a. Nunca.
 b. Somente quando tenho curiosidade. (x)
 c. Constantemente.


5. Quando tem conhecimento de que algum familiar próximo está com uma doença grave, você:

 a. Sente muito e dá todo o apoio que ele precisa. (x)
 b. Procura saber se a doença pode ser hereditária.
 c. Entra em pânico, corre para o hospital e marca vários check ups.


6. Se o colega de trabalho solta aquele espirro, como você reage?

 a. Deseja “saúde” e continua trabalhando normalmente. (x)
 b. Finge que nada aconteceu, mas fica esperto ao menor sinal de resfriado.
 c. Prende a respiração, sai do lado da pessoa no mesmo momento antes que você se contagie e ainda toma uma vitamina C só para garantir.


7.  Quando você sente uma dor de cabeça, você pensa logo que:

 a. Ficou muito tempo em frente ao computador e precisa dormir.
 b. Está cansado mas fica prestando se a dor piora ou melhora. (x)
 c. Pode ser um aneurisma ou um tumor cerebral, então toma um remédio para amenizar a dor e corre para o hospital.


8.  Quando você vai viajar, você:

 a. Nem leva remédios de emergência. Não vai precisar.
 b. Leva uma bolsinha pequena com alguns antitérmicos e analgésicos leves. (x)
 c. Leva uma mala com antitérmicos, antialérgicos, anti-inflamatórios, analgésicos, anti-histamínicos...


9. Quantas vezes você passa na farmácia por mês?

 a. Nenhuma ou uma vez, no máximo. (x)
 b. Duas ou três vezes
 c. Mais de cinco vezes, com certeza


10. Você costuma procurar nódulos ou pequenas alterações no seu corpo?

 a. Não, nunca.
 b. Sim, mas nunca com frequência. (x)
 c. Sempre.


Resultado
 

Mais respostas “a”
 Você não cuida muito da saúde, o que é um problema. O ideal é fazer um acompanhamento médico e seguir as orientações para estar sempre prevenido.

 Mais respostas “b”
 Você se cuida, procura um médico quando sente necessidade, mas não exagera com relação às doenças e remédios.

 Mais respostas “c”
 Você tem tendência a ser hipocondríaca. Seu medo excessivo de contrair doenças pode se tornar um transtorno psicológico e você pode estar tomando remédio demais. Procure um especialista e não faça a automedicação. 

Empatei "a" e "b"!


Fonte: PORTAL VITAL 
Imagens: Google

 

Margareth Mazetti Copyright © 2012 Design by Ipietoon Blogger Template